1/18/10

Green Acre School: How Missionary Kids Learned English in Brazil


We were bi-lingual kids, speaking English at home and Portuguese everywhere else.  Most of our parent's missionary peers sent their children to study at the American School in Campinas (EAC), but my parents felt that we should be at home.  We had some home schooling from my Mom but then were fortunate to have an enclave of American families that were connected to the Bible Institute of Maringá (IBM).  Several families came together to form the Green Acre School.  Brazilian schools normally have a four hour day so that students can pick to go in the morning, afternoon or evening.  We went to a Brazilian school in the morning and to Green Acre in the afternoon.

Éramos crianças bi-lingues, falando inglês em casa e português em todos os outros lugares.  A maioria dos outros missionários da nossa igreja mandaram os seus filhos para a Escola Americana de Campinas (EAC), mas os meus pais decidiram que nós deveríamos ficar em casa.  A minha mãe nos ensinou parte dos nossos estudos em inglês, mas tivemos a boa fortuna de ter o Instituto Bíblico de Maringá na nossa cidade com várias famílias Norte Americanas conectadas com o Instituto.  Estas famílias se juntaram para formar a escolinha Green Acre.  Normalmente, as escolas Brasileiras são de 4 horas, manhã, tarde ou noite.  Nós fômos a uma escola Brasileira durante a manhã e a Green Acre no IBM nas tardes.


 Helen (Biel) Faber


Rachel Biel

Two families from IBM made their mark on my life during this time, the Mattesons and the Carpenters.  Both sets of parents were like uncles and aunts to us.  Jenny Matteson and I read and dreamed and talked and laughed and were like sisters.  My brother, Charles, and Danny Matteson came up with crazy schemes that proved angels exist: they survived.  Helen and Tim Matteson were the same age and I know that she liked him a lot when they were kids.  Uncle Don Matteson was a youth leader and built a Bible camp, Acampamento Água Viva (Living Waters Camp), a place where I helped set the bricks, dug trenches and participated in once it went live.  Aunt Verda Matteson made everything seem like home.  She radiated joy, baked endless cookies and just made everything feel safe. Jenny and Danny were always at our house and Charles and I were always at theirs.  Or, so it felt.

Duas famílias do IBM marcaram a minha vida durante esta época, os Mattesons e os Carpenters.  Os pais das duas famílias eram como os nossos tios e tias.  Jenny Matteson e eu leíamos, sonhávamos, conversávamos, reíamos e eramos como irmãs.  O meu irmão, Charles, e o Danny Matteson estavam sempre entrando em esquemas loucos, provando que os anjos existem:  eles sobreviveram.  A Helena e o Timmy Matteson tinham a mesma idade e eu sei que ela gostava muito dele quando eles eram crianças.  O Tio Donaldo era um líder de jovens e construíu o Acampamento Água Viva, um lugar aonde eu ajudei a criar, carregando tijólos, escavando e depois participando quando foi constuido.  A Tia Verda sempre nos acolhia.  Ela brilhava com alegria, fazia bolachas que nunca acabavam e tudo parecia ser bem protegido.  A Jenny e o Daniel sempre estavam na nossa casa e nós sempre estávamos na casa deles.  Ou, assim parecia.

Jenny Matteson


 
Danny Matteson




Tim Matteson

The Carpenters were a little different.   Aaron and Andrew were a year older than me and Mark and John were very, very old, so I never got to know them very well.  We didn't hang out at their house, but I loved their parents very much.  Aaron and Andrew excelled at everything they tried: sports, academics, girls...  they were popular, elegant, and as identical twins, got all the attention a kid, or pair of kids, could ever want.  There was something gentle about all of the Carpenters.  I can't vouch for Mark because I really don't remember him very well, but I do remember John as being gentle and sweet.  Aaron and Andrew always seemed to be in a good mood and have a helpful hand.  A couple of scenes:
  • We were rollerskating.  Andrew fell and when he got up, he was as pale as sheet.  "Look at what I can do!"  he cried out.  He had broken his arm and was holding it with his other one, lifting it and lowering it at the broken part.
  • Aaron showed me a lady bug and put it in his hair.  He had a big afro then.  We waited and waited for the bug to come out and looked for it and couldn't find it.  Finally he said, "Oh, it will find its way out one of these days..."  and he went on reading.
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A história com os Carpenters foi um pouco diferente.  O Arão e André eram um ano mais velhos que eu e o Mark e John eram super velhos, então nunca os conhecí muito bem.  Não brincávamos na casa deles, mas eu semprei tive muita afeição pelos pais deles. O Arão e André sempre tinham muito sucesso em tudo que tentavam fazer:  esportes, estudos, namoradas...  tinham popularidade, eram elegantes, e como gêmeos identicos, ganhavam toda a atenção que um par de crianças poderia querer.  Existia uma qualidade suave sobre todos os Carpenters.  Não posso defender o Mark porque não lembro dele muito bem mas o John parecia ser um doce.  O Arão e André sempre estavam de bom humor e prestes a ajudar qualquer pessoa que necessitava uma mão.  Duas cenas:
  •  Estavamos patinando e o André caiu e quebrou o braço.  "Olha o que eu posso fazer!" ele chamou, levantando e abaixando a parte quebrada.  Estava pálido como um fantasma.
  • O Arão colocou um bichinho no cabelo que desapareceu.  Naqueles tempos ele tinha um afro enorme.  Buscamos mas o bicho sumiu. "Ah, não importa.  Logo ele sai" e continuou lendo.


 
Andrew Carpenter

Andrew was kind enough to be my date for my Senior prom.  He went all the way to Campinas, a 12 hour bus ride, to keep me company.  It was such a kind, kind thing for a friend to do and I will never forget it.  I haven't had contact with Jenny, Danny, Andrew or Aaron for years now, but I have so many good memories.  Ironically, the one I knew the least, Mark, is now the one I feel that I have the most common ground.  Mark, John and Tim are on facebook, so we are getting to know each other again.

O André me fez um grande favor quando tivemos a nossa festa "prom" na escola Americana em Campinas.  Não sei explicar em Português, mas ele viajou 12 horas de onibus para me acompanhar e nunca esquecerei a bondade dele.  Não tenho tido contato com a Jenny, Danny, André ou o Arão por muitos anos, mas tenho muitas boas memórias.  Ironicamente, o que eu menos conhecía é quem mais me identifico hoje.  Mark, John e o Tim estão no facebook e estamos nos conhecendo de novo.

 
Aaron Carpenter



John Carpenter



Mark Carpenter




Aaron and Andrew Carpenter
 


 

A School Play at Green Acre

Not all of the memories at Green Acre are good ones.  I was tied to my desk with a rope because I got up too much, a substitute teacher made me stick gum on my nose, some of the doctrine we were fed, even then, seemed hard to swallow, and a kid can have a hard time anywhere in this world.  We were a one room school, all ages together, so it must have been hard to keep things in control.  I will never forget when my brother, Charles, kept asking if he could go to the bathroom because he didn't feel well and the teacher kept saying no.  Finally, ha made a dash for it and his body arched into a spasm as he became a fountain of vomit, smack in the middle of our room.  Ah, the memories...

Nem todas as memórias da escola são boas.  Me amarraram a minha carteira com uma corda porque eu me levantava demais, uma professora substituta me forçou a colocar o chicletes no nariz, e umas doutrinas, mesmo naquela época, eram problemáticas para mim.  Uma criança pode resmungar em qualquer parte do mundo! Estávamos estudando numa sala, todas as idades juntas e deve ter sido difícil manter controle.  Nunca me esquecerei de quando o meu irmão, o Charles, pediu permissão várias vezes para ir ao banheiro porque não se sentia bem.  A professora não deixou.  De repente ele deu um salto e correndo, tentou chegar ao banheiro, mas o corpo dele deu um golpe e ele se transformou numa fonte de vômito, bem no meio da nossa sala.  Ah, sim...  memórias.




Rachel- Halloween costume winner


So, what does all of this have to do with learning English?  Well, the families represented were from different areas of the United States and Canada, but mostly from the Midwest.  All of the parents patiently corrected us and ensured that we would be fluent in both languages.  Our main teacher, Aunt Jeanette Faw, had the patience of a Saint.  She was from Canada and worked with us for several years.  We did have to learn the Canadian national anthem because of her...  "Oh, Canada..."  sigh....   English did become my primary language.  I left Brazil when I was 18 and later learned Spanish and used it more than Portuguese.  I feel that my vocabulary is still that of a teenager, although if I read a magazine or book, I do understand almost everything.

E, o que tudo isso tem a ver com o estudo de Inglês?  Bom, as famílias representadas eram de diferente partes dos Estados Unidos e do Canada, mas a maioria eram do Meio-Oeste.  Todos os pais tinham muita paciência, nos corregindo e assegurando que seríamos fluentes nas duas línguas.  A nossa professora, Dona Janette Faw, tinha a paciência de uma santa!  Ela era do Canada e trabalhou conosco por muitos anos.  Tivemos que aprender a cantar o hino nacional do Canada por causa dela...  "Oh, Canada..."  (suspiro)   O inglês acabou sendo a minha língua principal.  Saímos do Brasil quando eu tinha 18 anos e depois aprendí espanhol e o usei mais do que o Português.  Sinto que o meu vocabulário ainda é de uma jovem, mesmo que quando leio uma revista ou livro em Português, entendo quase tudo.



Tim Matteson

My father had an incredible command of the Portuguese language.  He often told the story that when a foreigner arrived in Brazil, in the first year people said, "Oh, you are an American!  Welcome!"  After five years, people would ask, "Are you American?"  Then, after ten, the question was, "How long have you been in Brazil?"  It took about 15 years for the question to become, "Are you Brazilian?"  When we first moved back to the United States, Dad would say things in Portuguese without realizing it.  Language is the key to connect to a people and a culture.  Every Brazilian thinks he or she is a poet and a philosopher, so to understand the music, the innuendos, the jokes and to really become a part of the social psyche, language is the entry way.

O meu pai tinha um comando incrível do Português.  Ele contava a história de que quando um estrangeiro chegava no Brasil, no primeiro ano as pessoas diziam, -Ah, o Senhor é Americano!  Bemvindo!  Depois de cinco anos, as pessoas perguntavam, -O Senhor é Americano?  Depois de dez anos, a pergunta era, -A quantos anos o Senhor está no Brasil?  Demorou uns 15 anos para a pergunta ser, -O Senhor é Brasileiro?  Quando voltamos aos Estados Unidos, o meu pai dizia coisas em Português sem perceber.  A linguagem é essencial para ter uma conexção com um povo, com uma cultura.  Todo Brasileiro pensa ser um poeta ou filósofo, então para entender a música, os inuendos, as piada, e para realmente participar na sociedade, a linguagem é a porta de entrada.



I feel extremely blessed by all the effort and care that all the adults at Green Acre invested in us.  They made sure that we would have the tools to survive in an English-speaking world, provided us with a solid faith foundation, and gave us excellent role models as what loving, caring and conscious adults can achieve in a multi-cultural world.  Many thanks to all of them!

Me sinto super abençoada por todo or esforço e cuidado que todos os adultos na escola Green Acre investiram em nós.  Eles asseguraram que teríamos o que precisávamos para sobreviver num mundo aonde o Inglês domina.  Nos deram uma base sólida na fé e nos mostraram como adultos podem ser carinhosos, amáveis e concientes num mundo multi-cultural.  Agradeço a todos eles com todo o meu coração!

2 comments:

vandir said...

parabens pelo post.

Anonymous said...

Good stuff Rachel!!! Brought back a lot of memories of Green Acres School.

Tim Oakes

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